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Por que alguns dos melhores vinhos italianos nunca chegam até você?

7 de ago.
1 min de leitura

Atualizado: há 19 horas

Quem cuida do vinho antes da taça?


Há uma ideia muito difundida no mundo do vinho: quanto mais famoso o rótulo, maior a sua qualidade.

Na Itália, essa lógica nem sempre funciona.


Alguns dos vinhos mais interessantes que já encontrei pertencem a produtores que dificilmente aparecerão em campanhas publicitárias, rankings internacionais ou grandes redes de distribuição.

Não porque lhes falte qualidade. Mas porque nunca produziram pensando em escala.


Enquanto parte do mercado busca volume, essas famílias continuam cultivando pequenas parcelas de terra que atravessaram gerações.


Conhecem cada vinhedo.

Sabem exatamente como cada safra se comporta.

Preservam castas autóctones que quase desapareceram e mantêm métodos transmitidos muito antes de o vinho se tornar um produto global.


São propriedades onde a identidade vale mais do que a quantidade.

E talvez seja justamente por isso que muitos desses vinhos permaneçam desconhecidos do grande público.

Eles simplesmente não existem em quantidade suficiente para estar em todos os lugares.


É nesse ponto que a curadoria ganha sentido. Mais do que escolher bons vinhos, ela aproxima pessoas de histórias que dificilmente encontrariam sozinhas.


Descobrir um pequeno produtor italiano não é apenas encontrar um novo rótulo. É descobrir uma forma diferente de compreender o vinho.


Mais silenciosa.

Mais humana.

E profundamente ligada ao lugar de onde ele nasceu.


—

Michelle Barros

Curadoria Contemporânea


VIN SANTÉ

 
 
 

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